domingo, 16 de fevereiro de 2014

Agora sabemos: Não era por R$ 0,20 era por R$ 150,00.

O que era apenas uma suspeita ou algo que apenas não estava se encaixando está começando a ser explicado. E aí, o que vamos fazer? Aceitar? Questionar? Mudar nosso ponto de vista? Reavaliar nossas ações?

Vejamos. O fato da semana, em consequência à morte do cinegrafista Santiago Andrade, foi várias verdades começarem a vir à tona. Melhor, essas verdades não se restringiram a identificar quem cometeu o crime, pois ao se investigar ou na tentativa de os acusados se safarem, começaram as denúncias.  Além disso, em um segundo plano, outras verdades começaram a surgir, já nos dando uma noção de quem é quem e quem está fazendo o quê no cenário político .
 
Dessas denúncias, concluo algumas coisas ou já fico com o meu pé atrás. Assim, listo abaixo algumas das percepções que considerei importantes para definir a minha opinião e já eliminar alguns candidatos a cargos políticos da minha lista de votáveis.
 
Fábio Raposo e Caio Silva de Souza acusaram partidos políticos de aliciar jovens para participar das manifestações, inclusive, pagando aos blacks blocs e fornecendo equipamentos (máscaras e até pedras), transporte, lanches etc. 
 
No centro dessa denúncia, o advogado desses dois acusados, Jonas Tadeu Nunes, denunciou, especificamente, o Deputado Estadual Marcelo Freixo. E pensar que fiquei sensibilizada com a campanha dele e o pedido de votarmos nele, sob pena dele não poder contar com a segurança e ser assassinado devido a denúncias/condenações de milicianos que havia contado com a participação dele.
 
A fonte da denúncia do envolvimento do Deputado Marcelo Freixo não pode ser considerada muito confiável, afinal defendeu o ex-deputado estadual Natalino Guimarães, condenado por participação em milícia e que teve no deputado um dos seus principais algozes. No entanto, isso não significa que seja mentira, dado as demais evidências, afinal há informações de que Marcelo Freixo tem um assessor no seu gabinete que atua na defesa de presos em protestos, bem como ele admitiu que conhece a Sininho, que não é a personagem de contos de fadas que conhecíamos até agora, mas uma profissional das manifestações, como tem sido denunciado.
 
Por outro lado, o PSOL admite que não fez nada para conter os excessos nas manifestações, claro que não admite qualquer envolvimento com os black blocs, mas como "para quem sabe ler, um pingo é letra", eu não duvido do envolvimento do partido nesses episódios. Sem contar que a sua imagem já estava bastante arranhada desde a denúncia contra a deputada Janira Rocha.
 
Como consequência dessas denúncias, não voto no Marcelo Freixo, nem em qualquer candidato do PSOL. Claro que Natalino Guimarães e Janira Rocha, nunca fizeram parte do meu universo de votáveis, mas não custa nada deixar claro que, se algum dia, eles se recandidatarem não terão o meu voto. Sem contar, que para mim, as manifestações perderam totalmente a credibilidade.
 
Uma outra denúncia que nos assolou essa semana, foi decorrente da reportagem da revista época que denúncia Anthony Garotinho como sabotador das UPPs (http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2014/02/anthony-garotinho-e-tentativa-de-bsabotar-pacificacaob-nos-morros.html). Confesso que ao ler a matéria, tive a impressão de que foi uma denúncia paga, mas não duvidei em momento algum do que estava sendo afirmado. Afinal, quem é que mora no Rio de Janeiro, cidade ou estado, que nunca ouviu sobre o envolvimento desse político com os traficantes? Como explicar a sua relação com Álvaro Lins, que foi condenado pela Justiça Federal a 28 anos de prisão por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de bens? Como explicar a sua condenação, nesse mesmo processo, a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha (convertidos a serviços à comunidade e suspensão de direitos)? Ver http://pr-rj.jusbrasil.com.br/noticias/2342607/mpf-justica-condena-garotinho-alvaro-lins-e-oito-cumplices
 
Sem contar que quem conhece ou mora em Campos dos Goytacazes pode atestar os desmandos da família Garotinho naquela cidade e não faltam processos no TRE/TSE e Tribunais de Contas que envolvem essa família.
 
Meu pai já dizia "onde há fumaça, há fogo" e, principalmente, "quem se mistura com porcos, farelo come". Então, consta, também, da minha lista de não votáveis, todos os membros da família Garotinho e Álvaro Lins, caso algum dia esse queira se recandidatar, pois a família Garotinho, não quer outro emprego que não os políticos, afinal não tem uma eleição que pelo menos um membro da família se candidata a algum cargo político.


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